26 de abr. de 2007

Matéria legal!

Antes mesmo de ser publicada, vocês terão o prazer de ler uma matéria que escrevi sobre a relação entre os homens e os cães. Sou suspeita, mas juro que procurei ser imparcial...

Sobre homens e seus cães

Como compreender a ligação afetiva existente entre os homens e os cães? Essa história tem origem nos primórdios da civilização, quando, suspeita-se, teria começado a domesticação dos descendentes dos lobos. Logo os cães passaram a ser elementos essenciais ao trabalho humano. Porém, o que cientista nenhum conseguiu ainda decifrar é onde começou a história de amor entre o homem e o cão.
De pastores de ovelhas e caçadores, os cães passaram a ser, para muitos, a melhor ou senão a única companhia. Pessoas passeiam felizes com seus amigos peludos, dão a eles comida, recolhem seus dejetos, os cobrem de afeto e os levam ao veterinário. Eles retribuem com uma mordida ou um latido; em outros momentos, recompensam o dono com uma lambida na mão, um abano de rabo ou com aparente disposição para escutar um falatório.
No entanto, em que ponto essa relação de afeto ultrapassa a “normalidade”? Há quem queira humanizar seu amigo canino, muitas vezes esquecendo-se de que ele é um animal, com necessidades diferentes das nossas: colocam roupas, passam perfume, calçam suas patas (uma da partes mais sensíveis do seu corpo), e até mesmo colorem seus pêlos. Também espanta a quantidade de produtos disponíveis nos pet shops. Alguns beiram o absurdo, como o “Hotdoll”, criado por um designer francês chamado Clement Eloy. O Hotdoll é uma cadela de brinquedo usada para aliviar o “enorme apetite sexual” dos cachorros e evitar a cena constrangedora de ter os animais grudados nas pernas das visitas. Para “incrementar” o “ato” e atrair o cachorro o dono pode usar um spray com “odor de fêmeas” no brinquedo.
“O modo como certas pessoas tratam o cachorro pode representar sim uma transferência de afeto. Há quem tenha um animal e se relacione bem com outras pessoas, tem outras formas de trocas afetivas. Mas existem aquelas que têm mais dificuldades de se relacionar com o outro e ninguém consegue viver sem nenhum afeto”, diz a psicóloga Anita Berti Filippi. Segundo ela, a relação afetiva com o animal é mais fácil porque ele nada cobra e nem exige. “Acredito que além da dificuldade de relacionamento, pessoas que vivem sozinhas acabam se apegando mais a um animal, pois no contato com ele a pessoa relaxa, encontra aconchego. O animal capta, por exemplo quando o dono fica doente”.

Estudo sobre o tema

No livro Amor de cão (Editora Record), a diretora do centro de estudos literários e culturais de Harvard e estudiosa de fenômenos culturais dos Estados Unidos, Marjorie Garber, tenta compreender o que a ligação com os cães revela sobre os próprios homens. Ela estuda vidas reais, biografias caninas, kennel clubes, entre outros, e analisa de que forma a preocupação com o pedigree reflete o esnobismo, o nacionalismo e outras formas de ansiedade cultural, e quais as relações entre o aumento do número de leis que dizem respeito aos cães, além do desejo de regular o comportamento humano.
Explorando essas e outras questões, Amor de cão mostra que, em uma sociedade cada vez menos humana, é através dos cães que os homens podem exprimir suas tristezas mais profundas e viver suas maiores alegrias. Um livro que mostra como, hoje, o cão pode ter se tornado um objeto de humanização do homem.

Fontes:
www.folha.com.br
www.editoras.com.br/record
Revista National Geographic


Pluma, quase uma lady! rs...

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal o texto!! Mas...o Rio continua LINDO!! Essa foto ficou ótima!! Bjs

Luiz Toledo disse...

ahhhhhhhh nao..... Fica colocando a foto da "lady" aí depois ela arruma um "lord"...iiiii

volto pra ler os post, passei pra deixar um oi.

bjo